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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Uma história sobre consciência

Hoje à tarde, depois de umas quantas birras, explosões e um castigo, o Sandro veio ter comigo à cozinha.

Pediu-me desculpa, e alguns minutos depois acrescentou:

"Mãe, eu posso tomar o meu comprimido?"

"Tomar o comprimido? Para quê?..." - às vezes toma meio Rubifen para ir à aula de piano ou de música, mas hoje já tinha faltado.
E então responde-me:




"Para eu não te estar aqui só a chatear"  *_*

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Palavras certeiras

Chegada a casa, sacos na mão, bebé no chão, mala para cima do sofá, o S. abre a porta, o D. atira com o casaco e agarra o comando da televisão antes daquele cair em cima do cadeirão. As chaves, o S. coloca-as sem pensar, e sem eu ver, em cima da secretária.

Cinco minutos mais tarde, o S. passa pela secretária e nota que as chaves ficaram onde ele as colocou. Pega no peluche enorme que serve para encontrar as chaves dentro da mala, balança-o diante de mim e comenta, em tom de repreensão:

"Olha, Mãe. Depois dizes "Sandro viste a minha chave"!"

E tem muita razão - excepto na parte em que foi ele que deixou as chaves no sítio errado - porque, como tem tão boa memória visual, é o único em casa que sabe sempre onde está tudo, mesmo que esteja no sítio errado. Basta ter olhado para lá. Então damos por nós à procura de algo pela casa toda e a perguntar "Sandro, sabes onde está?". E sabe sempre! :-)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pequenos grandes passos

Catorze meses após o nascimento da M., e depois de sete de jornada reduzida, comecei ontem a trabalhar com jornada completa. Uma diferença de quase duas horas que obrigam a algumas adaptações. Para começar, esta mudança obriga-me inevitavelmente a acordar e sair de casa mais cedo, daí que tento dormir também mais cedo. Coisa que não tenho conseguido fazer... De manhã tenho que acordar a M. por volta das seis, para mamar - yeeeyyyy!!! - e depois o pai adormece-a caso seja necessário. Embora não note demasiado o aumento de horas no escritório, porque de manhã há menos trabalho, ao princípio da tarde já estou extenuada... Boa contrapartida: os moços despacham-se sozinhos de manhã - afinal têm de ajudar o pai! - e sentem-se uns homens por isso. E à tarde também ajudam - visto que agora a mãe trabalha muito cedo e a essa hora já está muito cansada.

O D. tem aulas de natação duas vezes por semana. Ontem foi um daqueles dias em que se juntam vários azares, por isso, perguntei-lhe se não se importava de ir sozinho à aula, prometendo-lhe que voltaria a tempo de o ajudar a vestir-se. Valente e inchado, lá foi ele, aquele mini-homenzinho, de passo firme e mochila às costas, em direcção à porta da Piscina Municipal, decidido a valer-se sozinho com tantas coisas na cabeça - e na mochila.

Quando voltei, com a M. a tiracolo e o S. atrás de mim, entrei no balneário e já tinha tomado banho! E nem esperou pela ajuda, enfiou o roupão e foi secar o cabelo!... Foi um grande passo para a autonomia do D., que entrará para o primeiro ano já em Setembro e que se acomodou - nos acomodámos - um pouco, talvez por ter sido durante quase cinco anos o filho mais novo.

Como já postei aqui antes, o S. está agora a descobrir as maravilhas que se podem fazer juntando algumas letras de diferentes maneiras - a matemática está ainda pouco desenvolvida - e ontem, uma vez mais, depois de repetir algumas vezes que começasse a fazer os trabalhos de casa, sentou-se com a ficha à frente e terminou-a em três tempos! Tratava-se apenas de copiar algumas palavras, "janela", "panela", etc, ilustrar as mesmas, fazer umas ligações, nada que lhe demorasse menos de uma hora a fazer, há menos de um ano atrás. Curioso é que ultimamente o S. prefere fazer os trabalhos de casa com ruído à volta, perto da televisão - de costas, mas perto - ou com o MP3 - parece que isso o ajuda a focar a atenção?!. Vou estar atenta a isto.